O conceito vem das pesquisas de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky sobre a psicogênese da língua escrita. Elas mostraram que a criança não aprende a escrever apenas por cópia: ela levanta hipóteses, testa e reformula até compreender o princípio alfabético.
Conhecer a hipótese de cada aluno permite planejar intervenções adequadas e agrupar as crianças de forma produtiva, colocando lado a lado hipóteses próximas.
Como identificar
A sondagem, geralmente um ditado de quatro palavras do mesmo campo semântico (polissílaba, trissílaba, dissílaba, monossílaba) e uma frase, é o instrumento mais usado. A análise observa se a criança usa letras, quantas usa por sílaba e se há correspondência sonora.
Vale lembrar que os níveis descrevem um processo, não rótulos fixos: a mesma criança pode oscilar entre hipóteses conforme a palavra.
Exemplos de uso em sala de aula
- Na sondagem de março, a maioria da turma estava na hipótese silábica com valor sonoro.
- A professora agrupou alunos silábicos com silábico-alfabéticos para a atividade de escrita de lista.

