Na hipótese silábica, a criança descobre que a escrita representa a fala e passa a controlar a quantidade de letras pela quantidade de sílabas. Fala-se em silábico sem valor sonoro quando as letras escolhidas não correspondem aos sons, e silábico com valor sonoro quando ela usa, por exemplo, as vogais ou consoantes de cada sílaba.
É um grande avanço conceitual, porque estabelece a relação entre oral e escrito. O conflito surge em monossílabos e em palavras que a criança conhece de memória, que "não cabem" na regra.
Intervenções adequadas
- Escrever e ler palavras estáveis (nome, rótulos) comparando com a hipótese da criança.
- Atividades com sílabas iniciais e finais e com a troca de letras.
- Uso do alfabeto móvel para completar palavras com as letras que faltam.
Exemplos de uso em sala de aula
- Para 'macaco', a criança escreveu 'AAO', uma letra por sílaba com valor sonoro.
- O professor pediu que a criança lesse apontando o que escreveu, gerando conflito com as sobras de letras.
