A educação infantil é reconhecida pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) como etapa obrigatória a partir dos 4 anos, na pré-escola, sendo facultativa, mas amplamente ofertada, na creche, dos 0 aos 3 anos. Ela não tem caráter propedêutico voltado à alfabetização precoce, mas sim ao desenvolvimento integral da criança nas dimensões física, afetiva, cognitiva e social.
A BNCC organiza os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento dessa etapa em cinco campos de experiência, e não em disciplinas tradicionais, reconhecendo o brincar e as interações como eixos estruturantes do trabalho pedagógico. Isso significa que o planejamento na educação infantil prioriza rotina, cantinhos de aprendizagem, rodas de conversa e atividades lúdicas, em vez de aulas expositivas ou fichas de exercício isoladas.
Na prática escolar
O professor de educação infantil organiza o ambiente, propõe situações desafiadoras e observa sistematicamente o desenvolvimento das crianças, registrando essas observações em portfólios ou relatórios de acompanhamento, já que a avaliação nessa etapa é qualitativa e não classificatória.
Um erro comum é antecipar de forma inadequada práticas dos anos iniciais, como cópias extensas ou avaliações formais, pressionando a criança para uma alfabetização precoce fora do ritmo de desenvolvimento esperado para a idade. O foco deve permanecer nas experiências significativas de exploração, brincadeira e convivência.
Exemplos de uso em sala de aula
- A turma de educação infantil passou a manhã explorando o cantinho da natureza.
- O planejamento da educação infantil seguiu os campos de experiência da BNCC.
- A professora registrou o desenvolvimento das crianças em um portfólio.

