A resolução de problemas é considerada, tanto pela BNCC quanto por diferentes referenciais de educação matemática, um eixo central do ensino da disciplina, e não apenas um tipo de exercício aplicado depois de ensinado um conteúdo. A ideia é que o estudante enfrente situações desafiadoras que exigem pensar, testar estratégias, errar, ajustar o raciocínio e chegar a uma solução, desenvolvendo autonomia e pensamento lógico.
Diferente do problema tradicional, que geralmente aparece ao final de uma lista de exercícios de aplicação direta de uma fórmula ou operação recém-ensinada, um problema bem elaborado pode ser aberto, admitir mais de uma estratégia de solução e até mais de uma resposta possível, dependendo das condições apresentadas.
Como aplicar em sala
Um bom problema parte de um contexto significativo para os estudantes, apresenta um desafio real e permite que diferentes estratégias de solução apareçam, como desenho, tentativa e erro, uso de material concreto ou cálculo escrito. É importante que o professor reserve um momento para que os estudantes compartilhem e comparem suas estratégias, e não apenas confiram se a resposta final está certa.
Um erro comum é apresentar problemas com vocabulário ou contexto pouco familiar aos estudantes, dificultando a compreensão do que está sendo pedido antes mesmo do raciocínio matemático entrar em jogo. Outro cuidado é evitar problemas que sempre seguem o mesmo padrão de solução, o que leva os estudantes a aplicar operações mecanicamente sem de fato interpretar o enunciado.
Exemplos de uso em sala de aula
- A turma resolveu um problema sobre organizar convites para a festa da escola.
- Os alunos compararam diferentes estratégias para resolver o mesmo problema.
- A professora propôs um problema com mais de uma solução possível.

