O material dourado foi desenvolvido pela médica e educadora italiana Maria Montessori como recurso para o ensino concreto da matemática, sendo posteriormente adaptado e amplamente difundido nas escolas brasileiras. Sua estrutura representa unidades, dezenas, centenas e milhares por meio de peças de tamanhos proporcionais: cubinhos (unidades), barras (dezenas), placas (centenas) e o cubo grande (milhar).
Na prática, o material dourado é usado para que o estudante compreenda de forma concreta conceitos que, apresentados apenas de forma abstrata, costumam gerar dificuldade, como o valor posicional dos algarismos, as trocas envolvidas em operações de adição e subtração com reagrupamento, e a composição e decomposição de números.
Como aplicar em sala
Um caminho comum é começar pedindo aos estudantes que representem números ditados pelo professor usando as peças, avançando depois para a representação de operações, com trocas físicas de dez cubinhos por uma barra, por exemplo, tornando visível o processo que muitas vezes é feito apenas mentalmente no algoritmo tradicional.
Um erro comum é usar o material dourado apenas como demonstração do professor, sem que os próprios estudantes manipulem as peças, o que reduz bastante seu potencial pedagógico. Também é importante fazer a transição gradual do uso do material concreto para o registro no papel, para que o estudante consiga, com o tempo, resolver operações sem depender exclusivamente da manipulação física.
Exemplos de uso em sala de aula
- Os alunos usaram o material dourado para entender a troca de dez unidades por uma dezena.
- A professora representou o número 234 com placas, barras e cubinhos.
- O material dourado ajudou a explicar a subtração com reagrupamento.

